
- Fotografia de Andréa Motta
Coré etuba
Andréa Motta
Uma névoa seca e habitual
acorda sem parcimônia
a Curitiba da fala escandida
Pássaros e um ar glacial
anunciam mais uma titônia
na cidade meio bandida
meio conceitualista
meio metrópole
meio província.
O sangue dos pioneiros
Nas veias da antiga Vila
Semeia imponentes pinheiros.
Curitiba de tantas faces,
de índios, vampiros
e poetas
de tantos sorrisos
sagrados
e profanos
No outono quando a urbes aniversaria
o vento corta as faces
e o silêncio matinal
é quebrado por sirenes e buzinas
tipuanas e paineiras floridas
derramam sobre o complexo
urbanístico modelo
um olhar de vanguarda
revelado pelo cotidiano urbano.
28.03.08

- Fotografia de Andréa Motta
Curitiba.
Andréa Motta
No isolamento do planalto
Pleno de araucárias
nasceu a Curitiba
de múltiplas facetas
e tantos sotaques,
da boca maldita,
(bem dita) tribuna
que sem cerimônia
tudo fala,
ouve, vê
e articula
A Curitiba de todas as gentes
de todas as lutas
e de tantas flores.
em sua mais cara essência
A Curitiba
de todos os sorrisos
ainda que a pobreza
ronde seus filhos
que proliferem as favelas
que a violência esteja descontrolada
e o transito caótico.
28/03/2008