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Crônica

  • Rua da Cidadania- Boa Vista

Paisagem Urbana
Andréa Motta

O céu tem aquela tonalidade profunda do azul primaveril dando a impressão de um quadro pincelado a óleo, onde árvores, construções, tudo enfim, é engolido e só resta o azul. É sábado, não um sábado qualquer, faltam oito dias às eleições majoritárias.
O Lugar - Rua da Cidadania do bairro Boa Vista. Minha curiosidade inicial está na nomenclatura. Logo deduzo que o local tenciona reunir as condições necessárias para que os moradores da região tenham perto de suas casas de modo descentralizado órgãos públicos, facilitando o acesso a diversos serviços, nas áreas de saúde, segurança, educação, transporte, serviço social, esporte entre outras. Não creio que tais objetivos tenham sido alcançados de forma eficaz.


Na esquina rapazes agitam bandeiras de candidatos ao Governo do Estado e Presidência da República. Com o intuito, provavelmente de aumentar o orçamento familiar, não por idealismo.  Há um vai e vem de pessoas aparentemente ensimesmadas, nada vêem além de si próprias, muito menos a propaganda eleitoral. Pelo caminhar da maioria é visível a pressa. Algumas têm um ar ansioso, talvez pela oportunidade de conhecer a recém inaugurada loja da Havan ou simplesmente pela proximidade do merecido descanso.

Entretanto, não foi toda esta agitação, o que me seduziu. Mas, sim uma escadaria. Nos fundos da rua em questão, há uma imensa escadaria, daquelas que nos leva a crer ser possível alcançar o céu e, na magnitude do azul, brincar com as nuvens.
Lá, afastados do burburinho da multidão, enquanto o sol brando com seus raios sensuais enrubescia suas faces, um casal de namorados “largateava” e trocava beijos ardentes. Uma senhora anotava numa folha de papel tramas para mim imaginários e adolescentes “darks” alegremente tocavam violão.


Aos poucos meio a uma descomunal sinfonia de pássaros, o azul muda de tonalidade e a introspecção humana transforma a tela. No poente uma  réstia solar tinge a paisagem. Sobre a escadaria sombra e silêncio. Indiscutivelmente este lugar é especial, nele mora o amor. (28.10.06)



Escrito por Andréa Motta às 09h37
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