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Complexidades
Andréa Motta


 

 

De quantas vagas expressões
te vales para desatar
tuas amarras,
quando calas o amanhecer

e acordas em mim
o azul indelével,
permeando sonhos
e ânsias?

Quantas manhãs
sou em ti
gorjeando o mesmo
canto, sabiá

quando impaciente
esperas pela incerta
fatia
de afagos?
28/07/06



Escrito por Andréa Motta às 09h43
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Bardo
Andréa Motta


Para ser poeta não basta
Vestir-se de palavras
É necessário despir-se da pele
perceber da avalanche o branco
do indecifrável o azul

É preciso envolver-se com o oceano,
Farfalhar como folhas meio
a intensa tempestade e ir além
do horizonte no sussurro do vento

Para ser poeta não basta
dominar recursos lingüísticos
ter bom temperamento,
há de desnudar-se da vaidade
e pôr sobre si do conhecimento
a transpiração do prazer.

É preciso conhecer a personalidade do amanhecer
ter o dom de experimentar
na carne a emoção de viver
e ir além do lamento
da sensibilidade da sedução
da liberdade de voar
sem rumo e encontrar o infinito.

Para ser poeta não basta
Vestir-se de verbos e adjetivos
É necessário agasalhar o pensamento
Enfrentar os caminhos do desconhecido

Ser do cristal, a transparência.
A suavidade da saudade,
A arrogância das ruas
E ir além do sofrimento.

Para ser poeta não basta
Ter da força a paz
É preciso despir-se da ilusão
É inevitável ser guardiã
Dos sonhos e da razão.


É conveniente despojar-se de ressentimentos
e sobre si colocar o espírito dourado do sol.
Não, não é bastante, o cansaço da lida
o arrepio do corpo,o desejo do abraço
ou o cheiro do suor.


Para ser poeta não é essencial
ter estudo, dinheiro ou renome
Basta desnudar-se dos pudores,
e com intuição contemplativa
sintonizar gestos e olhares.
Ser íntimo da própria verdade,
desta que faz supor a plenitude
muda e abstrata.

Para ser poeta não basta
Vestir-se de metáforas
Ser aparelho de protesto
contra a intolerância
e a arbitrariedade.
É fundamental ser mais é ir além
Deixar aflorar a sensibilidade
Ser instrumento de humanização.
Buscar a justiça, ser no amante
A esperança obstinada.

Na hora da verdade
Para ser poeta
Não há receita única
Tampouco medida certa.
Para alguns é suficiente
Vestir-se de aquarela
Para outros de simplicidade.
15/07/06



Escrito por Andréa Motta às 07h04
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